Autocuidado não é luxo: o que ele realmente significa para a saúde?
Quando você ouve a palavra “autocuidado”, o que vem à sua cabeça?
Um banho demorado?
Um momento de silêncio?
Uma rotina de skincare?
Alguns minutos sem fazer absolutamente nada?
Tudo isso pode fazer parte da forma como uma pessoa escolhe cuidar de si.
Mas o conceito de autocuidado é muito maior.
Afinal, o que é autocuidado?
A Organização Mundial da Saúde (OMS) define o autocuidado como a capacidade de indivíduos, famílias e comunidades de promover e manter a própria saúde, prevenir doenças e lidar com condições de saúde, com ou sem o apoio de um profissional.
Ou seja: autocuidado não é simplesmente fazer algo agradável.
Ele envolve participar ativamente do cuidado com a própria saúde.
Segundo a OMS, escolhas como manter uma alimentação saudável, praticar atividade física, dormir o suficiente, evitar tabaco, evitar o consumo de álcool e manter conexões sociais fazem parte das ações relacionadas ao autocuidado.
E existe uma coisa importante nessa definição:
autocuidado não substitui o cuidado profissional. Ele o complementa.
Há momentos em que aquilo que conseguimos fazer por nós mesmos é suficiente. Em outros, procurar um médico, psicólogo ou outro profissional de saúde também é uma forma de autocuidado.
Então autocuidado não precisa ser algo extraordinário?
Não.
Talvez essa seja uma das partes mais bonitas desse conceito.
Cuidar de si pode estar em atitudes bastante comuns:
Dormir o necessário.
Movimentar o corpo.
Alimentar-se adequadamente.
Manter contato com pessoas importantes.
Reservar momentos para atividades de que você gosta.
Reconhecer os próprios limites.
Descansar.
Procurar ajuda quando algo não está bem.
O National Institute of Mental Health (NIMH), ligado aos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, inclui entre as práticas de cuidado com a saúde mental manter atividade física, alimentação e hidratação adequadas, priorizar o sono, realizar atividades relaxantes, estabelecer prioridades e permanecer conectado a outras pessoas.
Não existe uma única rotina de autocuidado que funcione para todo mundo.
O cuidado precisa caber na vida real.
E as pausas?
Elas podem ter espaço nessa rotina.
Atividades relaxantes e momentos dedicados a coisas que proporcionem prazer e descanso podem fazer parte do cuidado com a saúde mental. O NIMH cita, por exemplo, práticas de relaxamento, leitura, música, contato com a natureza e hobbies de baixo estresse.
Isso não significa que precisamos transformar cada pausa em uma obrigação.
Talvez seja justamente o contrário.
Às vezes, cuidar de si é perceber que nem todo minuto precisa produzir alguma coisa.
Onde entram os pequenos rituais?
Um ritual pessoal pode funcionar como uma maneira de marcar um momento: a hora de interromper o trabalho, começar uma leitura, ficar alguns minutos em silêncio, escrever, ouvir música ou simplesmente diminuir o ritmo.
Para algumas pessoas, preparar o ambiente faz parte dessa experiência.
Pode ser abaixar as luzes.
Preparar um café.
Colocar uma música.
Abrir a janela.
Acender uma vela.
Esses gestos podem acompanhar uma prática pessoal de cuidado, mas é importante fazer uma distinção:
a vela, o aroma ou qualquer outro objeto não são tratamentos de saúde.
Na Oita, gostamos de pensar nos nossos produtos como parte do ambiente e da experiência que cada pessoa escolhe criar para si — nunca como substitutos de práticas de saúde ou acompanhamento profissional.
Autocuidado também é reconhecer quando precisamos de ajuda
Cuidar de si não significa precisar resolver tudo sozinho.
O Ministério da Saúde destaca que a saúde mental é influenciada por fatores biológicos, psicológicos e sociais e que o bem-estar não depende somente das atitudes individuais.
Quando sentimentos, pensamentos ou sintomas causam sofrimento persistente, pioram ou começam a interferir na rotina, no trabalho, nos estudos, no sono ou nas relações, procurar orientação profissional é importante.
Pedir ajuda também é cuidado.
Talvez possamos começar de um jeito mais simples
Autocuidado não precisa ser perfeito.
Não precisa ter uma estética específica.
E não precisa virar mais uma cobrança na lista de coisas que você “deveria” fazer.
Pode começar com uma pergunta:
Do que eu preciso hoje para me cuidar um pouco melhor?
A resposta talvez seja dormir mais cedo.
Talvez seja caminhar.
Talvez seja conversar com alguém.
Talvez seja marcar aquela consulta que você vem adiando.
Ou talvez seja simplesmente parar por alguns minutos.
O importante é entender que cuidar de si não é luxo.
É parte do cuidado com a saúde.
E este é só o começo da nossa conversa.
— Oita Aroma
Fontes consultadas
Organização Mundial da Saúde (OMS)
Self-care for health and well-being
https://www.who.int/health-topics/self-care
Organização Mundial da Saúde (OMS)
Self-care for health and well-being – Questions and answers
https://www.who.int/news-room/questions-and-answers/item/self-care-for-health-and-well-being
National Institute of Mental Health (NIMH/NIH)
Caring for Your Mental Health
https://www.nimh.nih.gov/health/topics/caring-for-your-mental-health
Ministério da Saúde – Brasil
Saúde Mental
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/saude-mental
Este conteúdo possui finalidade informativa e educativa e não substitui avaliação, diagnóstico, orientação ou tratamento realizado por profissionais de saúde.
